quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Nilson Chaves é internado após sofrer um infarto!!!


O Hospital de Clínicas Gaspar Vianna informou nesta terça-feira, 21, que o cantor permanecerá internado por até 48h

Por: Redação ORM NewsEm 21 DE FEVEREIRO, 2017 - 15H57 - CELEBRIDADES
O cantor Nilson Chaves deu entrada na noite desta segunda-feira, 20, via Samu, na Emergência Cardiológica do Hospital de Clínicas Gaspar Vianna, com um quadro de infarto.
Em nota divulgada nesta terça-feira, 21, o hospital informou que o cantor foi submetido a um cateterismo e a inserção de um stent, com a finalidade de impedir o estreitamento do fluxo no local causada por entupimento das artérias.
Nilson Chaves permanecerá internado no hospital por 24 a 48h, até uma nova avaliação de seu estado pela equipe médica, que indicaram uma evolução muito boa.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Ariaú Amazon Towers: Hotel fantasma no meio da selva!!!



Considerado o maior hotel de selva do mundo, o Ariaú Amazon Tower, que já hospedou as maiores personalidades do mundo, agoniza e vive um fim melancólico, entre brigas judicias de herdeiros e atolado em dívidas.

Ariaú Amazon Tower

Reportagem: Mário Adolfo - Jornal 'Em Tempo'
Fotografia: Ricardo Oliveira


 A macaquinha Caiarara, uma espécie exclusivamente brasileira que está na lista de extinção, continua vindo comer sementes de girassol na mão da funcionária Lídia, todos os dias, por volta das 11h. Da mesma forma, as araras mantêm o ritual de logo ao amanhecer vir comer castanhas na mão da mesma funcionária, no deck que dá acesso ao hotel. O lanche é repetido no final da tarde. Os animais e os poucos funcionários são os únicos que parecem não ter abandonado o Ariaú Amazon Tower, que um dia já foi o maior hotel de selva da Amazônia.

Praticamente abandonado desde setembro do ano passado, quando recebeu a última visita de seu criador e proprietário, o empresário Ritta Bernadino, Ariaú tem uma dívida milionária com a Petrobras Distribuidora, que chega a R$ 1,5 milhão, motivo suficiente para que o Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam) o colocasse em leilão ao menos por duas vezes, pelo valor de 26 milhões. Esforço inútil, não apareceu comprador.

A dívida com a estatal não é o único problema do hotel. Um briga entre os herdeiros do empresário Francisco Ritta Bernadino também tornou inviável levar o empreendimento em frente. Isso desgostou Ritta, que estaria sofrendo pressão para vender o hotel e se recusa.

Com a falta de manutenção, passarelas que interligavam o complexo desabaram.

Para conferir o que se fala de boca em boca em Manaus, sobre o "fim do melancólico do Ariaú", uma equipe do jornal impresso 'EM TEMPO'  foi ao hotel. E o que eles encontraram? Um quadro desolador e decadente. Hoje, o Ariaú, que já hospedou o ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter, o oceanógrafo francês Jacques Cousteau, o fundador da Microsoft Bill Gates, os atores John Voight e Jennifer Lopez, o rei Juan Carlos e a rainha Sofia, da Espanha, o ex-chanceler alemão Helmut Kohl, a banda Scorpions - só para citar algumas celebridades mundiais - , é um espectro do que já foi um dia. As passarelas de madeira, que interligavam as oito torres, apodreceram sob o rigoroso inverno amazônico e estão ruindo. As que sobrevivem à umidade estão cobertas de folhas mortas e lodo. É perigoso até mesmo caminhar sobre elas. Duas torres, a de nº 1 e a de nº 3, estão comprometidas e serão demolidas.

Os demais apartamentos que ainda estão arrumados desde que o último hóspede partiu, estão impregnados do cheiro do mofo e ocupados por aranhas e outros insetos, os únicos hospedes no momento. Também há cupim corroendo vorazmente o mais ousado sonho do turismo de selva. Sem manutenção, volta e meia o hotel fica sem energia elétrica, pois a ventania dos temporais derruba galhos de árvores sobre a rede elétrica que leva energia do município de Iranduba. E não há eletricista para fazer a manutenção.

Quem um dia já se hospedou no Ariaú Amazon Tower - encravado no coração da maior floresta tropical do mundo -  e viu a natureza em festa, com turistas do mundo inteiro transitando de um torre para outra em pontes armadas sobre as copas das árvores com a música nativa e o canto de pássaros invadindo o ambiente. Saboreou sucos exóticos e delícias da curiosa cozinha amazônica e percorreu de voadeira o espelho d´água do rio Ariaú , com certeza não conseguirá segurar as lágrimas ao deitar os olhos sobre um hotel fantasma abandonado no meio da floresta. É de cortar o coração.

É isso que acontece com o gerente Raimundo Delgado, que ao ser perguntado como se sente ao ver o Ariaú nesse estado, começa a chorar. "Isso aqui é minha casa, me criei aqui dentro. E quem gosta de ver sua casa desarrumada, abandonada, triste? Entrei adolescente, como auxiliar de serviços-gerais, e lutei 21 anos para chegar a gerência, o meu grande sonho", conta o gerente, cujos traços do rosto revelam a descendência indígena.

OS GUARDIÕES FIÉIS DO ARIAÚ TOWERS

O gerente "Praia" chora ao falar sobre o esforço para salvar o hotel

 O Ariaú Amazon Towers está completamente abandonado? Em parte, não. Um grupo de 35 funcionários - dos 140 que já teve um dia - tenta manter o que ainda não entrou em processo de deteriorização, já que o hotel é todo de madeira e tem as vigas de seus alicerces mergulhadas nas águas do rio e as acomodações construídas acima das copas das árvores.

Liderados pelo gerente "Praia" (Raimundo Delgado), eles resistem. Mesmo sem receber seus salários há quatro meses, mesmo com a dispensa vazia. "Estamos nos alimentando com sopa de piranhas quase todos os dias", revela uma funcionária que preferiu não se identificar.

"Praia" diz que está "doente da alma", completamente arrasado pela situação em que se encontra o hotel. Ele procura manter a rotina que vem cumprindo há 21 anos. Acorda cedo, "fala com os bichos", verifica se o telefone está funcionando - pois ele já não toca como antigamente-, e abre as portas da recepção, da lojinha de artesanato para sair o odor e as do restaurante. Outra coisa que ele gosta de fazer é limpar as placas com os nomes famosos entalhados na madeira, dos que já se hospedaram no Ariaú.

O gerente já viu muita coisa passar a sua frente, personalidades do mundo inteiro, festas de réveillon e de carnaval memoráveis. Filmes como 'Anaconda' e a famosa série 'Suvivor'. o reality show da rede de tv estadunidense CBS. Por saber que o turismo é um dos principais setores atingidos de morte pela crise econômica que passa pelo Brasil, ele não acredita que o Ariaú possa retornar aos velhos tempos.

"Hoje me sinto muito triste. Pelo que vivi aqui, este é um fim muito dolorido", diz, com as lágrimas escorrendo sobre a face.

"Retomar o que o hotel já foi é muito difícil. Os tempos são outros, vivemos uma crise que afeta o turismo e tem consequência para todos nós. Mas enquanto der, vamos procurar alimentar a esperança, cuidando do que ainda resta.

JACQUES COUSTEAU DEU A DICA. RITTA APOSTOU

Ariaú
Ritta Bernardino
 Visto do alto, o hotel Ariaú Amazon Towers parece uma nave mãe - até pela forma cilíndrica de suas torres - pousada sobre as copas das arvores da maior floresta tropical do planeta. Já foi considerado o maior complexo hoteleiro de selva do mundo, liderando o ecoturismo nas décadas de 1980, 1990 e metade dos anos 2000. Já chegou a hospedar em um único fim de semana quase 700 hóspedes vindos de outros Estados do Brasil e do mundo inteiro, em 360 apartamentos distribuídos em oito torres.

O Ariaú Amazon Towers foi idealizado em 1982. Nasceu sob as bênçãos do famoso oceanógrafo Jacques Cousteau , que em sua visita à Amazônia conheceu o empresário Francisco Ritta Bernadino, um apaixonado pela Amazônia.

Mas aquele contato com Cousteau foi apenas a semente para fazer aflorar o sonho de Ritta, que só tirou o projeto do papel e da cabeça em 1986, quando abriu, de forma pioneira, o maior e mais ousado complexo hoteleiro na modalidade de ecoturismo.

Construido sobre palafitas ao nível das copas das árvores - técnica muito utilizada pelos índios da Amazônia -, o Ariaú foi surgindo em uma faixa de floresta no município de Iranduba (27 quilômetros de Manaus), dentro de uma unidade de conservação estadual, a 6 quilômetros de distância  do Parque Nacional de Anavilhanas. 

Rapidamente, o hotel ganhou fama. Hospedar-se no Ariaú, no meio da selva, convivendo com bichos, fazendo focagem de jacaré, nadando com botos e caminhando no meio da floresta, passou a ser uma aventura excitante que atraía turistas de todas as partes do planeta.

E depois, a arquitetura regional, única no mundo chama a atenção. No pico, o Ariaú chegou a ter 360 apartamentos distribuídos em oito torres construidas com madeira, incrustadas sobre a selva amazônica. Com a localização estratégica, o próprio acesso ao hotel - feito por transporte fluvial ou aéreo - representava uma fascinante aventura, porque, de forma confortável e segura, era possível desfrutar de fascinantes vistas da exuberante floresta e toda a biodiversidade do lugar. 

Além da oportunidade de conviver com o paraíso ecológico de valor inestimável pela rica biodiversidade do local e a diferenciada obra arquitetônica regional, clientes e hospedes poderiam usufruir de infraestrutura composta por restaurantes - com a incrível cozinha regional regional a base de peixes e frutas exóticas -, bares, piscinas, salões de convenções, fitness, salão de beleza, carrinhos de golf, dispondo por 24 horas de funcionários qualificados e guias regionais bilíngues, para acompanhar os hóspedes durante as aventuras na selva amazônica. E qual o gringo que não queria viver esse raro privilégio?

TINHA ATÉ HELIPONTO E CASA DO TARZAN

A histórica torre nº 1 ganhou varal de roupas, no lugar das bandeiras de todos os países.

Apesar do estado de abandono, é possível observar o espírito empreendedor de Ritta Bernardino em cada detalhe do hotel. Uma caminhada pelas pontes de madeira e cordas que interligam as torres - ou interligavam, já que algumas desabaram - mostra o espírito inquieto e inovador do empresário que surpreendeu o setor hoteleiro do mundo em 1986, ao apresentar o seu ousado hotel, algo nunca visto antes.

Tudo começou pela torre número 1, que recepcionava os turistas exibindo bandeiras do mundo inteiro e onde o turista recebia um colar indígena em um coquetel feito com frutas da região.

Hoje esta torre está marcada para ser demolida, pois está completamente comprometida, como a passarela que a interligava com o restaurante do complexo hoteleiro. No lugar das bandeiras, roupas estendidas em um varal improvisado dão um aspecto de favela.

Além disso, havia os apartamentos temáticos, como as exóticas casa do Tarzan, construídas sobre as frondosas árvores centenárias da selva amazônica, a pirâmide para meditação, uma torre em homenagem ao jornal '"Folha de São Paulo", heliponto e pasmem, um "óvniporto"

Confira o que oferecia o Ariáu Towers, antes desse período de degradação:

  • Auditório;
  • Restaurante;
  • Pirâmide na Selva;
  • A Casa da Jane;
  • Óvniporto;
  • Bar do Chapéu;
  • Piscina;
  • Lago do Tambaqui;
  • Museu do Ariaú Towers Hotel;
  • Quadra Poliesportiva;
  • Heliponto;
  • Lojas do Hotel (Conveniências, Artesanato Amazônico, Artesanato Brasileiro e Pedras Brasileiras)
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